Liderados por Antonio Pena, em 1974 um grupo de empresários decidem fundar um clube de futebol, A Associação Desportiva Catuense, sem imaginar, eles, que esse time conseguiria se formar uma das maiores forças do futebol baiano.
Nove anos depois da sua fundação o clube começava a construir sua grande e rica história, chegando pela primeira vez a elite do futebol baiano, que nos 26 anos que esteve por lá quase sempre figurava nas primeiras colocações, estando em 17 vezes entre os cinco primeiros, conquistando dois vices campeonatos.
As partidas da Laranja mecânica eram realizadas no Carneirão, em Alagoinhas, dai o apelido, pois naquela época a cidade era uma grande produtora de laranja. Em 1996 era inaugurado o estádio Antonio Pena, construído pelo mesmo. A partida inaugural foi entre a Catuense e o Penerõl do Uruguai que marcaram um gol cada, fazendo a festa dos torcedores.
O clube que no inicio ja foi chamado também de "Catu Atlético Clube", em 2001 deixou ser chamado de Associação Desportiva Catuense e passou a ser uma empresa, como muitos clubes brasileiros, ganhando o nome de Catuense Futebol S/A.
Em 2004, foi o ponto mais alto da sua história, depois de ser vice campeão baiano é promovido a Copa Do Brasil. O primeiro jogo foi contra um clube de grande expressão, o Atlético de Minas Gerais, aqui mesmo em Catu, no "Penão". Errado quem pensa que o Bemtevi foi prejudicado pela "síndrome dos times pequenos", pelo contrario, a Catuca se agigantou e goleou o Atlético por 4x2 em um jogo histórico, mas no jogo de volta no Mineirão foi desclassificado pelo placar de 5x1. Veja a declaração de Beto Freitas na época a um jornal veiculado na cidade:
"Mesmo tendo atuado apenas na primeira fase, foi muito importante. Sei o orgulho que cada catuense teve em ver pela primeira vez seu time, na TV, em rede nacional. E o melhor, golear aqui, no nosso estádio, o poderoso Atlético Mineiro por 4 a 2."
Em 2005 o clube iria participar pela segunda vez da copa do Brasil, mas com uma parceria realizada com o Bahia, abriu mão de sua vaga deixando-a para o tricolor de Salvador. Mas essa "união" não era surpresa, pois a Catuense sempre teve uma ligação com o Bahia, como nas vendas de seus principais jogadores que na maioria tinham destino certo, brilhar no Tricolor de Aço como Bobô e Zanata.
Taça Estado da Bahia, Campeonato do Interior, dois vices campeonatos baianos, brilhantes participações na Serie B de 89 e 90 e grandes jogadores revelados como Bobô, Vandick, Naldinho, Zanata, Clemer, Renna formam a grande história da Catuca que tanto nos orgulhou, mas que nos últimos tempos, após alguns problemas vividos por Antônio Pena, como a falência da sua empresa de ônibus. Deixando assim de investir no clube, que está passando pela sua pior fase, amargando fora de uma competição profissional a dois anos.
Matéria Por Iago Vallory
Fostes de pesquisas: arquivodeclubes.com, CBF, Jornal o Catuense e bolanaarea.com.
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